quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Saída de sela: uma técnica para poucos

No fim da década dos anos 80 a vaquejada passava por um processo revolucionário entre seus praticantes. Os vaqueiros estavam acostumados a correrem com cavalos razoáveis onde não se existia tanta preocupação em vencer, pois o que de fato queriam era apenas participar da festa de gado. Poucos eram aqueles vaqueiros que tinham cavalos bons e de boa linhagem. Com a chegada da tecnologia e do aperfeiçoamento dos cruzamentos das raças de cavalos, particularmente a Quarto de Milha, a vaquejada deu um salto de qualidade e o que parecia impossível acontecer nesse esporte hoje acontece por conta de um bom animal a partir daí os vaqueiros passam a usufruírem desse feito. 


Estou falando é da tão e esquisita técnica que hoje é um marco na carreira de um grande atleta de vaquejada. Celso Vitório é o responsável por criar a técnica de saída de sela, onde o próprio tira seu corpo de cima do cavalo colocando os pés literalmente sobre o chão. Esse tipo de técnica foi desenvolvido naturalmente com a necessidade de derrubar bois cada vez mais fortes. Mas segundo Celso se não tiver um bom cavalo esse tipo de técnica não seria possível. Nas vaquejadas que participa, muitos vão para ver sua apresentação, pois vários vaqueiros mirins têm Celso como um ídolo, uma inspiração para que um dia eles possam praticar o esporte como o próprio!


(Observem a destreza e técnica do vaqueiro)

(O vaqueiro chega a colocar os pés no chão)


Portanto, para derrubar boi dessa forma é muito difícil e poucos conseguem, mas não custa nada tentar! Porém muita atenção, esta técnica é bastante arriscada e só deve ser utilizada após intenso treinamento!


(Alguns vaqueiros já tentam aprimorar a manobra da saída de sela)

(Celso Vitório, o pioneiro da técnica saída de sela)

sábado, 22 de janeiro de 2011

Aqui é só cambão . . . . .

Pense naquele cambão de quebrar as costelas!!!! Esse vídeo é só de cassetadas e resenhas de vaquejada, vale a pena conferir, é uma cócega dos infernos . . . . . . .

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Show do Milhão: o único pônei que corre vaquejada

Ele é uma atração a parte quando está presente em uma Vaquejada. Estamos falando nada mais nada menos que Show do Milhão, mas não confundam esse cavalo com aquele já consagrado do Haras LM na Bahia pois o cavalo aqui em questão é um pônei caceteiro nas vaquejadas. O cavalinho bota gado pra descer mesmo e faz o chão tremer de verdade! Compete de igual para igual com Quarto de Milha, Paint Horse e Apaloosa e não faz feio. Seu dono, Paulo Sampaio, não vende o animal por preço nenhum, é um verdadeiro amor com o bicho. Acompanhem adiante as fotos de Show do Milhão e uma reportagem completa sobre a história desse pônei das vaquejadas. E parabéns a Show do Milhão!  



(Mais uma apresentação de Show do Milhão)

(Show do Milhão mostrando que também bota boi na faixa)

(Reportagem da TV DIÁRIO mostrando a história de Show do Milhão)

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Celso Vitório: O melhor vaqueiro do ano pela 4ª vez seguida

Esse grande atleta continua a devorar titulos pelas vaquejadas do brasil. Com uma personalidade incrivel! Esse alagoano conquista pela 4ª vez seguida o titulo de melhor vaqueiro profissional do ano em 2010.
Hoje pode se dizer que é um fenômeno no mundo da vaquejada e considerado o melhor atleta profissional do esporte por se manter constantemente num nivel altissimo de resultado.
Valeu Celso Vitorio, grande atleta da sela!!!

Tem coisa melhor que uma mulher de gado? Priscyla Vaqueira . . .

Priscyla Andrade, mais conhecida com Priscyla Vaqueira, chama a atenção, nas diversas Vaquejadas em que participa, não só pelo seu charme e beleza como também pela destreza na derrubada do gado. Ela chega até a derrubar boi de até 15 arrobas. Nada mal para uma mulher com apenas dois anos de treinamento. Além de vaquejada Priscyla participa também de provas de tambor e laço e faz trabalhos como modelo. Pense numa mulher de gado arrumada!?!?!?! Então viva a vaqueirama . . . .






terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Vaquejada em Iaçu - BA

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Vaquejada em Ponto Novo - BA

Vaquejada de Baixa Grande - BA

Vaquejada em Vitória da Conquista - BA

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Cavalo corre sem arreio

Enquanto vemos em algumas vaquejadas cavalos brutos e que os peões não conseguem segurar, vejam só esse animal mansinho que nem precisa de arreio. E olhe que o cavalo é puxador e bota boi no chão "pra ver o caco". Bom seria se ele corresse com o cavalo que esteira sozinho, já pensou? Mais um vídeo interessante das vaquejadas.

O melhor cavalo de esteira do Brasil!!!!

Fiquei besta com esse cavalo, impressionante!!! Vaqueiro mole na esteira cai do bicho mas mesmo assim o cavalo continua esteirando, deixou o locutor empolgado. Quanto vale um cavalo desse? Nem precisa de vaqueiro. Realmente demais . . . . .

Videos e treino no Parque Luiz Alves . . . . .

Se preparando para a Vaquejada que acontecerá ainda em outubro, Robério e Ronie estão aproveitando para afiar o braço e ensaiar a passada dos cavalos. E os caras estão ficando bom . . . . . . . .



Maxwell também vem treinando com Ronie na esteira. O muleque tá ficando fera, vai ser melhor que o pai . . .





quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Novas fotos do Parque Luiz Alves dos Santos

O Parque Luiz Alves dos Santos é fruto de um grande sonho do pecuarista Renílson Brito de Oliveira e de seus irmãos Robens Brito (Gringão) e Robério Brito. Seu nome é uma homenagem prestada a um dos maiores e mais estimáveis fazendeiros da região, o ilustre e considerado Sr. Luiz Alves dos Santos, que foi doador do terreno onde hoje está construído o Parque de Vaquejada.









E tome vaquejada e boi no chão . . . . é só enchendo e derramando . . . é só rasgando e costurando . . . .

Calzeiro atrapalhado . . . . .


Pense num calzeiro atrapalhado que passou um sufoco dos infernos!!!! Mais uma cassetada da vaquejada para você morrer de rir . . . . . .

Esteira companheiro é um desse . . .

Depois do post do “vaqueiro pegador”, vai aí um caso parecido, mas onde a revelação é o esteira, que chega a cair junto com o companheiro e prova que é “pau pra toda obra”. O que me deixou intrigado em tudo isso foi que, pelo que vi, ambas as quedas foram na mesma corrida. Observei bem pra ver se eles estavam correndo com rabo de corda, mas não é o que parece, até porque é uma vaquejada mesmo e não apenas um treino. Conclusão: ou os vaqueiros são tudo pegador nessa região, ou a boiada tem cola na massaroca.


Quem já viu um vaqueiro mais pegador?

Eu já vi muito “cabra” pegador por aí. Vaqueiro que deixa bolar na mão, que xia boi, que dá três, quatro quedas de uma vez só, mas pegada feito essa aí, ainda estou pra ver. Não reconheci o vaqueiro e não sei se ele é bom ou ruim. Mas uma coisa é certa: ele pode ser chamado de jacú, de tudo no mundo, menos de ximbeiro.

Vaquejada e suas surpresas

Pense naquele boi que vai dar ZERO mas "quando pensa que não"...... VALEU BOI! Uma verdadeira surpresa esse vídeo, nunca vi igual em vaquejada alguma. Só assistindo para acreditar!

Edílson & Edmílson: Os Vaqueiros Apaixonados

A dupla de irmãos Edílson & Edmílson, "Os Vaqueiros Apaixonados", também fazem parte do rol dos novos sucessos de cantores de Vaquejadas na Bahia. Naturais do distrito de Salgadália, município de Conceição do Coité, os irmãos já estão estourados em todo o Estado e já fazem shows também em algumas cidades do nordeste do Brasil. Então fica aí a dica para vocês curtirem essa dupla de sucesso das vaquejadas. E pega no rabo do boi!!!


O Cavalo

(Roxão - Uma lenda das vaquejadas)

Nos seus olhos vejo sinceridade. No seu corpo, vitalidade. Na sua vida vejo ingenuidade. No seu coração puro,amor.Até onde puder, por você, irá superar qualquer dor. Nas suas patas, força. Essa força que irá carregá-lo ao seu destino seja ele qual for.E por esse amor ele irá até o final. E depois, esteja onde estiver, sentirá sua falta.E para estar ao seu lado novamente, desbravará a montanha mais alta. Seja no sol ou na chuva. Até que um dia irá encontrá-lo. E em troca, ele nunca te pedirá nada. "FORÇA SEM VIOLÊNCIA, ORGULHO SEM VAIDADE, AMOR SEM LIMITE. ASSIM É O CAVALO!!"

Mais um novo sucesso das Vaquejadas

Surgiu mais um novo sucessos das Vaquejadas aqui na Bahia, trata-se da Banda Sela Rasgada do município de Valente.


 É só enchendo e derramando e gritandooo o tchê . . . .tchê . . . tchêêê . . . .

A Saga de um Vaqueiro . . . . . .

Vou pedir licença pra contar a minha história . . . .  . . ê trem bão, música boa, uma das melhores música que representam uma história de um vaqueiro. São mais de oito minutos de música que já tocou os corações de milhares de vaqueiros de todo o nordeste brasileiro. A vaqueirama se estremece só de ouvir a música. Sigam aí a Saga de um Vaqueiro, o retrato fiel da vida de um vaqueiro!

O Sucesso das Vaquejadas

Ultimamente temos visto surgirem novas bandas que tocam exclusivamente o ritmo da vaquejada misturado com um toque de forró Pé-de-Serra, ou seja, é uma evolução do antigo aboio cantado por Vavá Machado e Marcolino e Galego aboiador que adquire um nova roupagem e se moderniza, visando assim atender ao público mais jovem que curte vaquejada.

Neste contexto temos grupos de sucesso como a dupla Wesley & Igor, a banda 100 Parea e recentemente a banda Gibão de Couro.

Então, para que vocês curtam este novo estilo, separei alguns clipes para vocês. Um abraço a todos!


Wesley & Igor


100 Parea


Gibão de Couro

Última festa no Parque Luis Alves

Esta foi o última festa de Vaquejada que ocorreu no Parque Luis Alves. Na oportunidade foi realizado um bolão. O clima foi animado e muita gente compareceu a festa mobilizando todo o distrito e cidades do seu entorno. Este ano de 2011 a festa promete ser grande, aguardem!!!


Neste vídeo Robério e Gringão não conseguem derrubar. Espero que na próxima vaquejada Robério melhore essa esquerda. Um abraço a todos!

A História da Vaquejada



Na época dos coronéis, quando não havia cercas no sertão nordestino, os animais eram marcados e soltos na mata. Depois de alguns meses, os coronéis reuniam os peões (vaqueiros) para juntar o gado marcado. Eram as pegas de gado, que originariamente aconteciam no Rio Grande do Norte. Montados em seus cavalos, vestidos com gibões de couro, estes bravos vaqueiros se embrenhavam na mata cerrada em busca dos bois, fazendo malabarismos para escaparem dos arranhões de espinhos e pontas de galhos secos. Alguns animais se reproduziam no mato. Os filhotes eram selvagens por nunca terem mantido contato com seres humanos, e eram esses animais os mais difíceis de serem capturados. Mesmo assim, os bravos vaqueiros perseguiam, laçavam e traziam os bois aos pés do coronel. Nessa luta, alguns desses homens se destacavam por sua valentia e habilidade, e foi daí que surgiu a idéia da realização de disputas.


O Rio Grande do Norte é apontado como o estado que deu o primeiro passo para a prática da vaquejada, esporte que emociona e arrasta multidões para os parques onde acontecem as competições, feiras e apresentações de forró.

O historiador Câmara Cascudo dizia que por volta de 1810 ainda não existia a vaquejada, mas já se tinha conhecimento de uma atividade parecida. Era a derrubada de vara de ferrão, praticada em Portugal e na Espanha, onde o peão utilizava uma vara para pegar o boi. Mas derrubar o boi pelo rabo, a vaquejada tradicional, é puramente nordestina. Na região Seridó do Rio Grande do Norte, onde tudo começou, era impossível o uso da vara, pois o campo era muito acidentado e a mata muito fechada, e por essa razão tudo indica que foi o vaqueiro seridoense o primeiro a derrubar boi pelo rabo.

Somente em 1874 apareceu o primeiro registro de informação sobre vaquejada. O escritor José de Alencar escreveu a respeito da "puxada de rabo de boi" no Ceará, mas não como sendo algo novo, ele deixou claro que a prática já ocorria anteriormente. E se existia no Ceará, era indiscutível que pudesse existir em estados vizinhos como, Rio Grande do Norte, Paraíba e Piauí, já que eram regiões tão semelhantes nos hábitos, atividade econômica e social, e ambiente físico. Foi isso que levantou a suspeita dos pesquisadores. Eles descobriram pela tradição falada que muito antes de 1870 já se praticava vaquejada no Seridó Potiguar.

Uma indicação para isso era a existência dos currais de apartação de bois, que deram origem ao nome da cidade de Currais Novos, também no Rio Grande do Norte. Esses currais foram feitos em 1760. E era entre 1760 e 1790 que acontecia em Currais Novos a apartação e feira de gado. Foram dessas apartações que surgiram as vaquejadas. O pátio de apartação de São Bento, no município de Currais Novos foi construído em 1830.


No Nordeste, desde a colonização, o gado sempre foi criado solto. A coragem e a habilidade dos vaqueiros eram indispensáveis para que se mantivesse o gado junto. O vaqueiro veio tangendo os bois, abrindo estradas e desbravando regiões. Foram eles os grandes desbravadores do sertão nordestino, e muito especialmente do sertão do Seridó, região cheia de contos e lendas de bois e de vaqueiros.

Anos 40...
Sem registros precisos de datas, sabe-se apenas que em meados de 1940 os vaqueiros de várias partes do nordeste começaram a tornar público suas habilidades, na Corrida do Mourão, que começou a ser um esporte popular na região nordeste.


Os coronéis e senhores de engenho passaram a organizar torneios de vaquejadas, onde os participantes eram os vaqueiros, e os patrões faziam apostas entre si, mas ainda não existiam premiações para os campeões. Os coronéis davam apenas um "agrado" para os vaqueiros que venciam. A festa se tornou um bom passatempo para os patrões, suas mulheres e seus filhos.


Após alguns anos, pequenos fazendeiros de várias partes do nordeste começaram a promover um novo tipo de vaquejada, onde os vaqueiros tinham que pagar uma quantia em dinheiro, para ter direito a participar da disputa. O dinheiro era usado para a organização do evento e para premiar os vencedores.

As montarias, que eram formadas basicamente por cavalos nativos daquela região, foram sendo substituídas por animais de melhor linhagem. O chão de terra batida e cascalho, ao qual os peões estavam acostumados a enfrentar, deu lugar a uma superfície de areia, com limites definidos e regulamento. Cada dupla tinha direito a correr três bois. O primeiro boi valia 8 (oito) pontos, o segundo valia 9 (nove) e o terceiro boi correspondia a 10 ( dez ) pontos. Esses pontos eram somados e no final da vaquejada.

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